quinta-feira, 19 de maio de 2016

O CRIME ORGANIZADO ESTÁ MATANDO NOSSOS POLICIAIS.


Os recentes ataques a policiais no Rio de Janeiro tem como pano de fundo a ofensiva que o crime organizado faz para sedimentar a venda de drogas e se expandir pela cidade. Aquela história de mocinho e bandido ficou nos filmes. Não há escrúpulos. Esses bandidos são assassinos, desonrados e encaram os policiais como ferozes inimigos, não importando o local e em que situação estejam.

A sociedade não pode ser indiferente a isso, assim como atribuir simplesmente ao crime organizado a morte de policiais não é explicação que se basta. Há de se aprofundar na análise da política de segurança pública, da efetividade das ações, do planejamento, da liderança corporativa, e da gestão. Senão, os casos se seguirão, ampliando a sensação vigente de insegurança.

A constatação desalentadora é que a criminalidade organizada cresce no país. Porém, no cotidiano das pessoas a preocupação maior é a criminalidade de massa, que compreende furtos, estelionatos, roubos, sequestros-relâmpago e outros tipos de violência que teimam afetar a tranquilidade das ruas.

Os ataques contra policiais apresentam um potencial de ameaça e imenso perigo à toda sociedade, pois mostra a personalidade de um grupo cruel, descontrolado e sem limite, que poderá produzir consequências imprevisíveis e incontroláveis num futuro próximo. Se matam um policial, estão atingindo um representante do Estado; imaginem o que podem fazer com um cidadão comum.
Portanto, a resposta legal deve ser dada, não como um mero antigripal que, possivelmente, algum tempo depois a pessoa tornará a se resfriar, mas sim adotando medidas firmes e exemplares de combate a uma bandidagem que achou divertido ceifar a vida alheia para propagar o medo.

A inércia, a perplexidade ou reações pontuais do organismo policial servirá somente de estímulo para o crime organizado continuar ditando as regras do jogo, mediante a realização de seguidas ofensivas contra os policiais, pois não se observa uma postura institucional inteligente e dissuasória capaz de estancar essa estratégia de difusão do pânico do crime organizado, unido umbilicalmente com o tráfico de drogas e armas.

A TV nos mostrou traficantes portando fuzis e pistolas, ostensivamente, em clara associação criminosa, desfilando nas vielas de uma favela com soberba e sem qualquer incomodo, demonstrando um inacreditável domínio territorial e desprezo pela lei. Notadamente, a afronta deles começa a emitir um sinal de fraqueza e inoperância do Estado que jamais poderia existir.

Enfim, há de se instituir uma mudança de ambiente na cidade e no país, onde o cidadão e policial passassem a ser respeitados e não assassinados covardemente pelas mãos de uma bandidagem torpe. O receio de morrer tem que estar do lado deles, que escolheram conscientemente o caminho errado da ilicitude e reativo à civilidade, nunca do nosso lado. A sociedade precisa de uma polícia que a proteja e de um Estado forte.

Por: Victor Poubel

Fonte:  SOS PMERJ

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